O observador
 

 
 
 
   
 
quarta-feira, novembro 28, 2001
 
Vou aproveitar a liberdade que me foi concedida (por mim, claro) neste espaço para não cumprir o que disse na última atualização. Não falarei sobre a desvalorização das ciências humanas! Farei isso em outra ocasião, quem sabe até no próximo texto. Hoje, quero valorizar esse campo do saber. Vou fazer comentários sobre o livro "Breve história do corpo e de seus monstros", de Ieda Tuchermann. Para quem não sabe, Ieda é doutora em Comunicação e professora da UFRJ.
A palavra fantástico resumiria o tenho a dizer, mas quero falar mais. Já tive a oportunidade de ler e de estudar um número quase infinito de interpertrações da história da civilização (ou civilizações, como você quiser) ocidental, mas nunca uma onde a questão do corpo fosse tão central para a estrutura do pensamento humano. Ieda percorre a história, da Grécia Antiga ao século XX, descrevendo as diferentes formas com que o homem percebeu seu corpo e como isso afetou seu modo de pensar, suas ideologias e toda a estrutura social. A parte final do livro, para mim a mais fascinante, ela dedica à perda da noção de corpo ocorrida na sociedade dita pós-moderna. A informatização, a globalização e a virtualização estão fazendo com que nossa porção de pele cercada de ar por todos os lados fique cada vez menos importante. Namoro virtual, amizade virtual, espaços onde qualquer um pode assumir qualquer papel, integram essa nova realidade.
Parece loucura teórica mas serve de alerta, pelo menos para uma reflexão. Já que o mundo real (no sentido de paupável) está cada vez mais exigente com a nossa forma e nos pune por qualquer grama de gordura a mais, não seria mais fácil migrar para o virtual e assumir qualquer forma, socialmente aceita e querida por todos? Muitos adolescentes dizem que sim. Meu irmão é um deles. Com apenas 19 anos ele já é um forte candidato a ter um infarte, pelo menos toda vez que surge uma espinha no seu rosto. A solução, namorar na Internet!, Dizer que é moreno, alto, sarado e cheio de amor para dar, quase sempre para uma pessoa que diz a mesma coisa. Como os dois nunca vão se encontrar mesmo, não faz diferença. Vou recomendar o livro da Ieda para ele. Papo cabeça né? Prometo (ainda não decidi se vou cumprir, no etanto) que vou falar de algo mais leve na próxima.

segunda-feira, novembro 26, 2001
 
Olá pessoal! Esse é o meu primeiro texto nesta maravilhosa invenção tecnológica e comunicacional. Não vou negar que quando decidi ser jornalista tive (e ainda tenho, claro) o sonho de ter um veículo de comunicação. Aquele sonho que para os outros a gente sempre diz que é delírio (só para ninguém achar que você é maluco) mas que no fundo é levado a sério, pelo menos durante algumas meditações embaixo do chuveiro. Bem, mas não imaginava que fosse ser tão rápido e barato, para não dizer de graça!
É claro que este site não é um jornal ou qualquer outro veículo convencional de comunicação (não pensem que abandonei esse projeto ultra mega secreto). Mas é um lugar em que vou poder me expressar para todos os meus amigos, coisa que não faria num jornal. Dizer o penso, o que sinto, o que tenho vontade de passar para todos vocês é para mim, um exercício extremamente importante. Poderia fazer isso por e-mail, né? É. O gus, por exemplo, faz isso com freqüência, maravilhosamente. Confesso, no entanto, que a preguiça sempre foi mais forte nesse caso. Mas, agora vou me animar! Vou aproveitar esse fogo de palha para escrever, escrever e escrever. Pretendo transformar este humilde espaço cibernético num lugar de catarse, de pensamento livre, de crítica e também de muito debate. Sem formas e sem prazos (sim, faço questão de não ter prazo para atualizar essa página!). Para isso, conto com a visita de vocês. Não vou fazer grandes campanhas de marketing, anúncios na televisão ou coisas parecidas para divulgar meu endereço na rede mundial de computadores. Vou divulgá-lo apenas para as pessoas mais intimas. O restante das visitas ficará por conta de algum navegador perdido. Ah, contribuições serão bem vindas. Sempre deixarei um espaço para catarses terceirizadas.
Por hoje é só. Mas, como o vício da profissão não me larga, não percam na próxima atualização:
-Porque nosso país desvaloriza tanto as Ciências Humanas?

 
Primeiro teste para atualização

 

 
   
  This page is powered by Blogger, the easy way to update your web site.  

Home  |  Archives